Dermatite de celular

Dermatite de celular. Indispensável em nossas vidas, o querido celular tão útil e praticamente obrigatório, está sob a mira de estudiosos que revelam uma questão preocupante: o pequeno aparelho tecnológico pode, sim, desencadear um processo alérgico, além de manchas indesejáveis no rosto. Pesquisadores defendem que a população seja alertada sobre os possíveis riscos do uso de celular. Recentemente, médicos da Associação Britânica de Dermatologia divulgaram um alerta sobre um novo tipo de alergia de pele: a dermatite do telefone celular.

Essa alergia afeta, principalmente, as orelhas e bochechas, sendo o níquel principal suspeito causador. A conclusão surgiu depois de testarem mais de 22 aparelhos populares de oito diferentes fabricantes e encontrarem a substância em dez destes produtos. O metal está presente também em bijuterias, brincos e botões de calça. “A alergia resulta de contato freqüente da pele com objetos que contém níquel, já que é uma substância com potencial alérgico”, diz a dermatologista Luciane Scattone.

O suor e a fricção da pele facilitam a difusão e a penetração dos elementos alergênicos. Além disso, as condições de trabalho, do ambiente e o estado da pele no local do contato podem desencadear ou agravar as crises. Durante as crises alérgicas, alguns alimentos devem ser evitados, como o feijão, o grão-de-bico e a ervilha, por conterem conteúdos razoáveis de níquel.

Sintomas da dermatite

De modo geral, os sintomas são coceira e a região fica avermelhada, mas deve ser tratado o quanto antes. O envio de mensagens de texto também pode desenvolver o problema nos dedos.

Como tratar?

A prevenção ainda é o melhor caminho! Para impedir que essas afecções possam ocorrer, é sensato manter distância do metal irritante, ou seja, usando fones de ouvido ou envolvendo o aparelho em filme plástico. O tratamento depende da fase em que se encontra a inflamação e exige supervisão médica, pois outros fatores importantes podem estar implicados. “Ao examinar o paciente é preciso ficar alerta aos seus hábitos para saber exatamente a origem da dermatite”, finaliza Scattone.

Consultoria: Dra. Luciane Scattone, dermatologista / Foto: Reprodução