A importância da drenagem linfática para o corpo

drenagem

A drenagem linfática é tão eficaz para celulite, quanto para diminuir a retenção de líquido, tanto que já se consagrou entre os estilos de massagens, né?

Mas, a eficácia está além da parte estética: o procedimento é fundamental para acelerar o processo de recuperação de quem fez cirurgias plásticas que produzem inchaço.

Com a drenagem linfática é possível estimular o organismo a reagir, eliminando os líquidos que causam o inchaço e os edemas.

Além disso, previne e controla as complicações comuns, como o aparecimento das fibroses pós-operatórias.

De acordo com a esteticista Carla Velloso Pinto, da Clínica Landecker, a realização de drenagens linfáticas e outros tratamentos, reduzem o tempo de recuperação e melhoram a estética do local da cirurgia.

“A drenagem pós-cirúrgica deve ser feita no corpo todo para estimular a circulação linfática geral. E, na área operada, o trabalho deve ser mais detalhado e direcionado”, destaca Carla.

Segundo o cirurgião plástico, Alan Landecker, Membro Titular e Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, a seqüência de um protocolo de tratamento pós-operatório adequado é de extrema importância para a recuperação do paciente.

“O uso combinado de terapias como drenagem com ultra-som, endermologia, entre outras, diminui o risco de fibrose e faz com que o corpo reaja melhor”, explica.

Para ele, depois da cirurgia plástica, o organismo sobrecarrega os linfonodos, que são filtros e coletores do sistema linfático. Com isso, aparecem os edemas (inchaços), equimoses ou hematomas, que causam muito desconforto.

A drenagem auxilia no aumento do transporte da linfa (líquido do sistema linfático), que melhora a vascularização trazendo maior resistência imunológica do organismo, por causa do aumento de células imunitárias que circulam nesse no próprio sistema linfático.

Importância do procedimento

Com a drenagem linfática, o fisioterapeuta ou a esteticista poderá potencializar a filtragem das toxinas para esvaziar os líquidos e os resíduos metabólicos.

A massagem em alguns casos também auxilia na redução dos eventos clínicos, acelerando o processo de recuperação pós-operatória, além de prevenir e controlar as complicações comuns.

“O procedimento drena os líquidos excedentes que banham as células, mantendo assim, o equilíbrio hídrico dos espaços intersticiais.

Também é responsável pela eliminação dos dejetos provenientes do metabolismo celular”, explica a fisioterapeuta.

A fibrose é um processo natural do organismo em reação ao procedimento cirúrgico e pode se desenvolver juntamente com a cicatrização, após o procedimento cirúrgico.

Ela se desenvolve internamente, por meio do preenchimento dos espaços lesados com um novo tecido.

Esse tecido vai se “espessando” com o tempo, ficando cada vez mais rígido, sem elasticidade, tornando o aspecto da pele irregular. E essa falta de maleabilidade provoca dor e limitação.

Outras técnicas para o pós-operatório

Segundo o doutor Landecker, outros procedimentos auxiliam na recuperação pós-cirurgica do paciente.

“Podemos utilizar ainda aplicações de utrassom, endermologia, laser, microcorrentes, infra-vermelho, endermoterapia vibratória, vacuoterapia, entre outros”.

Esses tratamentos ajudam a melhorar a circulação arterial e venosa, proporciona maior oxigenação da pele e auxilia na cicatrização dos tecidos e na própria cicatriz.

Para o pós-operatório, deve-se saber como lidar com a região que foi operada, respeitar a evolução particular do paciente e a indicação médica.

Normalmente, iniciam-se os tratamentos, como a drenagem linfática, após a fase aguda da cicatrização, que dura aproximadamente três dias.

Primeiramente, aplica-se de três a cinco sessões e, dependendo da avaliação do cirurgião plástico e do fisioterapeuta, essas sessões poderão chegar até um total de 20.

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